Em primeiro lugar, viva a TV Brasil, que está se afirmando como alternativa ao cenário terrível das TVs abertas de mercado, verdadeiramente privadas ! O filme de 2001, do diretor Elizeu Ewald, é um misto de documentário e versão romanceada em que o casal Alexandre Borges e Julia Lemmertz faz o duo principal. Este formato de dcumentário romanceado não é o do meu agrado, mas o filme cumpre muito bem a missão de contar a estória do grande cantor, contextualizando-o no cenário em que o rádio (grande homenageado da semana) tinha um papel fundamental e dando conta muito bem de mostrar a dimensão do sucesso e da tragédia do artista, que também sofreu com o vício da cocaína. Acho que o Alexandre Borges não ajuda por incompatibilidade física e psíquica com o personagem, mas isto pouco importa, se você quer conhecer um pouco da estória de nossa cultura, vale a pena ver o filme e passar por cima das encenações.sábado, 26 de setembro de 2009
NELSON GONÇALVES
Em primeiro lugar, viva a TV Brasil, que está se afirmando como alternativa ao cenário terrível das TVs abertas de mercado, verdadeiramente privadas ! O filme de 2001, do diretor Elizeu Ewald, é um misto de documentário e versão romanceada em que o casal Alexandre Borges e Julia Lemmertz faz o duo principal. Este formato de dcumentário romanceado não é o do meu agrado, mas o filme cumpre muito bem a missão de contar a estória do grande cantor, contextualizando-o no cenário em que o rádio (grande homenageado da semana) tinha um papel fundamental e dando conta muito bem de mostrar a dimensão do sucesso e da tragédia do artista, que também sofreu com o vício da cocaína. Acho que o Alexandre Borges não ajuda por incompatibilidade física e psíquica com o personagem, mas isto pouco importa, se você quer conhecer um pouco da estória de nossa cultura, vale a pena ver o filme e passar por cima das encenações.quinta-feira, 24 de setembro de 2009
BUDAPESTE

quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Um Romance de Geração
Carlos Santeiro é um escritor. Ele veio de Minas Gerais para o Rio, morar num conjugado em copacabana, com o objetivo de escrever o "romance de sua geração". Santeiro conquistou alguma notoriedade por ter escrito um livro que agradou a crítica, mas não tem escrito nada ultimamente.
Por causa dessa ausência do escritor, uma jornalista pede para entrevista-lo, Santeiro exige que seja à noite, na casa dele, ao que a jornalista concorda. A partir daí, há o embate de interesses, Santeiro querendo levar a jornalista para a cama, a jornalista querendo algumas frases de Santeiro sobre seu suposto novo livro. Santeiro começa a inventar o que seria o seu romance de geração. Regados a muita bebida, os dois vão se envolvendo, enquanto nos perdemos entre a realidade, a história que Santeiro inventa, a história contada pelos personagens dentro do "Romance de Geração" e a própria trama do filme.
O Filme fala sobre arte conceitual e sobre a meta-linguagem, criando um universo preso no espaço claustrofóbico de um conjugado, usando de vários recursos interesantes:
o uso de 3 atrizes para interpretar o papel da jornalista;
Em alguns momentos aparecem palavras e frases que dão indicações sobre a trama, meio como se o filme fosse um roteiro, como em uns momentos que aparece escrito na tela "Sons de Copacabana" ao invés dos próprios sons serem ouvidos;
Em alguns momentos aparecem cenas do ensaio do filme, onde os atores interpetam a si mesmos, com a participação do diretor e do próprio autor do livro;
Temos também entrevistas com os atores, comentando a história;
Podemos notar durante o filme, o set de filmagens, toda a estrutura por trás da obra.
O filme é uma aula sobre cinema e sobre literatura, além de ter um humor leve e carregar discussões interessantes sobre a arte, a impotência humana, a geração de 70 e de 64, a vida de fingidor do autor, etc. Recomendo muito.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
ROTA COMANDO
O filme "Rota Comando" (2009) dirigido por Elias Junior, é um subproduto da trilha fascista gerada por " Tropa de Elite" em que a violência pode estar associada ao lado do Bem e ser justificada. É um filme baseado no livro"matar ou morrer" de Conte Lopes, que já foi suboficial da tropa ( Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) e se elegeu deputado estadual em SP. O filme segue ainda em outros pontos a caminhada do Tropa de Elite e é hoje o mais vendido na camelotagem em São Paulo. Ao contrário de " Tropa de Elite" o filme não apresenta a ROTA como polícia honesta em contraposição a uma polícia corrupta , a não ser em um pequeno diálogo. É simplesmente " Polícia x Bandido ", o " Bem contra o Mal" em muitas cenas de ação ( que neste filme sempre começa com uma " caçada" envolvendo as viaturas e quase sempre termina com alguém morrendo ou sendo ferido, mas sempre socorrido) e com vários elementos também presentes em "tropa" como conflitos subjetivos de consciência e o dia-a dia de rituais e treinamentos fascistas que moldam a personalidade e o agir. O que salta aos olhos, muitos cadáveres e feridos depois é que a sensação de insegurança jamais termina, pois é ela que justifica o fascismo. Vender a idéia do "mundo-cão" serve ao propósito dos que vivem para nos defender. Para finalizar, a trilha sonora e música tema é de Paulo Ricardo (RPM) e Andreas Kiesser e compõe bem este quadro lamentável. É como diz um daqueles programas de TV que vende este " mundo-cão", capitaneado pelo Pedetista Wagner Montes: ESCRACHA!sexta-feira, 18 de setembro de 2009
SALVADOR
"Salvador" é um filme espanhol de 2006, do diretor Manuel Huega, que narra a estória do militante Salvador Puig Antich, que integra um grupo de guerrilha urbana na Espanha na década de 70, tendo sido preso e condenado à morte em 1974. O filme traz dois atores inspirados, Daniel Bruhl (de "Adeus Lenin" e "Edukators", que pasmem é Catalão de nascimento, vivendo o militante e Tristan Ulloa como seu advogado. O filme tem algo de " Em nome do Pai" (sobre o IRA com o Daniel Day Lewis) e certamente deve ser visto por quem gosta de política, pois ajuda a refletir um pouco sobre as ações destes grupos armados na europa, na década de 70, nestes tempos de " Bader Meinhoff" que ainda não assisti e do pedido de extradição de Cesare Battistini. O filme é muito bom até a metade e depois se arrasta um pouco, sem chegar a ser chato, como se stivesse narrando a lenta agonia do cara até morte. É impressionante o meio pelo qual a ditadura franquista executava a pena de morte em 1974 ! Mas aí a gente lembra da inquisição logo alí atrás....quarta-feira, 16 de setembro de 2009
SWIMMING POOL- À BEIRA DA PISCINA
Na agradável companhia da Mariana, na sala de cinema do "Espaço Cinema Nosso" na lapa, sessão do "Compulcine" (www.compulcine.blogspot.com) de um ciclo dedicado ao cinema e a literatura. O filme é de 2003, do diretor francês François Ozon, e traz a fabulosa Charlote Rampling na madureza dos cinquenta e muitos anos, fazendo o papel de uma escritora inglesa de romances policiais que é obrigada a se confrontar com a companhia da filha do seu editor em uma casa com a tal piscina na França. O filme coloca a já tradicional oposição entre a ficção e a realidade de uma forma criativa, em que o "mundanismo" da personagem da atriz Ludivine Signer ( também muito bem) impulsiona a ficção da escritora em um jogo de envolvimento. Em poucos momentos, o filme (quee tem poucas palavras e muitas imagens interessantes, principalmente as envolvendo o corpo físico das duas atrizes) fica um pouco lento, e para não falar mal de alguma coisa, o final é previsível e lugar-comum, mas o filme é bom e foi legal conhecer duas iniciativas que impulsionam a atividade cinema fora do mercadão. Tamos Juntos!quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O EFEITO DA FÚRIA
"O efeito da fúria" é a tradução ruim de "Winged Cratures" ou " Fragments" um filme de 2008, do diretor Rowan Woods. A idéia é bastante interessante, ou seja, analisar o comportamento de quatro vítimas de um destes assasssinos malucos que invadem um restaurante e saem matando, destas coisas que caracterizam também a sociedade norte-americana. O problema é que entre a idéia e a execução da idéia alguma coisa se perde. O roteiro é confuso, e como todo filme psicológico, por vezes é bastante chato e sem muito sentido. Tem todos os ingredientes modernos como Flash Backs, vidas entrelaçadas e atuações boas dos atores adolescentes, Dakota Fanning (muito boa) e Josh Hutcherson (bem) além do já manjado Forrest Whitaker também em um bom papel. Mas o resultado fica devendo, muitas coisas soam sem sentido e sobra aquela sensação de que faltou alguma coisa no filme e o meu palpite é um roteiro melhor.segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O ILUSIONISTA
(The Ilusionist-2006) é um bom filme do diretor e co-roteirista Neil Burger, que explora muito bem uma estória que mistura romance e mistério, com um roteiro bem feito e o excelente desempenho do Edward Norton e do Paul Giamatti. Quanto ao primeiro (o ilusionista Eisenheim) novidade alguma, o cara é bom demais com um trabalho que explora muito bem sua expressão facial. Quanto ao segundo, é figurinha meio batida em papéis secundários na Tv e no cinema de entretenimento, e trabalha muito bem, normalmente faz papéis mais para o cômico, mas desta vez acerta a veia também com boas expressões faciais. Despido de qualquer pretensão a não ser contar de forma honesta e bem realizada uma boa estória e com bons atores, o filme é um bom entretenimento. Se quiser ver o Paul Giamatti em um filme meio sessão da tarde, mas divertido, pegue "Sideways" de 2004.quinta-feira, 3 de setembro de 2009
DIVÃ
domingo, 23 de agosto de 2009
MARIE E BRUCE
Achei a história que este filme de 2004 se propõe a contar interessante, e como gosto bastante da Juliane Moore resolvi arriscar e me dei mal. Eu devia ter desconfiado por conta do Mathew Broderick! O filme é muito ruim, muito chato, mais chato do que o personagem do Mathew, que a Juliane passa o filme todo ( um dia na vida de um casal em crise) detestando e odiando tudo e dizendo que vai sair de casa, para depois se acomodar com o que parece realmente detestável (eu não aguentaria mesmo) e incrivelmente acabar tudo em Pizza. O filme confunde surrealismo com sonhos sem sentido e fica muito difícil ( talvez esta tenha sido a pretensão) entender a mensagem ou o discurso do diretor. Não perca seu tempo e nem se deixe enganar. Se você gosta da Juliane Moore vá ver o Ensaio sobre a Cegueira.BELA NOITE PARA VOAR
O grande problema deste filme do Zelito Viana, é uma certa maldição global, que acaba dando ares de novela ou mini-série ao filme, que tem uma dupla missão, encenar um romance misturado com um pouco de história do Brasil. em um dia Os atores são bons, mas suas imagens estão um pouco desgastadas pela exposição televisiva e eles acabam incorporando um pouco o padrão global o que destoa um pouco, e observei isto até mesmo em relação ao Marcos Palmeira que me pareceu deslocado no papel de Lacerda. De qualquer jeito é um filme que merece ser visto, distrai e não faz mal algum. O recurso de usar cenas em preto e branco para parecer um documentário é bom, mas a filmagem, as cores, e até os cenários depõe um pouco contra a idéia da época. De qualquer jeito, vale conferir o bom desempenho do José de Abreu e quando não por outro motivo a beleza da Mariana Ximenes.quinta-feira, 20 de agosto de 2009
NOME PRÓPRIO
" Nome Próprio" ( 2007) é um filme corajoso e criativo , dirigido pelo Murilo Salles, e fantasticamente estrelado pela Leandra Leal (UAU). É de uma geração cuja pós-modernidade me torna quase que um alienígena, mas é um pouco a vida de meus filhos, talvez menos perdidos que a "Camila", mas com muitos paralelismos e pontos e em comum. Onipotente no filme o computador reina como instrumento poderoso de contato com o mundo, preenchendo os espaços do vazio, da ausência de projetos coletivos, de compartilhamentos e companheirismos, de sexo frio...Ainda é soberano o velho sonho romântico do princípe encantado, a procura de um sentido....mas a novidade e grande sacação do filme é que trata-se de um personagem de ficção, que pode ser re-escrito, encontrado e perdido. Um filme propositadamente sem música, sem cores, sem alegria, um grande filme sobre uma vida que se expressa e se expõe no espaço virtual, um simulacro, uma poesia marginal que deixou de cair na estrada e passou a cair na rede. Uma referencia !sexta-feira, 14 de agosto de 2009
RUDO E CURSI
Este filme de 2008, é um filme mexicano, dirigido pelo roteirista Carlos Cuaron, e co-produzido pelos atuais grandes cineastas mexicanos Guilhermo Del Toro e Alejandro Iniarruti (acho que é assim). É uma película estrelada pelo também grande ator Gael Garcia Bernal (que está muito bem no filme) e que fala sobre futebol, em uma perspectiva meio que filosófica, e sobre dois irmãos que estão sempre ( até que ambos perdem) disputando. Tem bons momentos, mas também muitos clichês. Para nós, hermanos ( ainda que de costas) e com este assunto, se torna um filme bastante assistível, mas sem grandes arroubos. O filme distraí e mesmo com a sensação de que já vimos coisas melhores, não dá para descartar.quarta-feira, 29 de julho de 2009
CHE
O Filme de Steven Soderbergh para mim deixa a desejar um bocado, embora tenha algumas qualidades. O Benício Del Toro que é um grande ator, está diante de um grande personagem e poderia ter um grande desempenho, mas parece ter sofrido uma pane e na verdade seu desempenho é tímido e nada contribui para elevar o grau de qualidade do filme. Para os fãs brasileiros é bom observar que o Rodrigo Santoro no papel do atual presidente Raul Castro, pouco aparece. O filme tem algum atrativo para quem gosta da história, mas tem problemas de filmagem ( cenários pouco convincentes) e um roteiro meio indefinido. Acompanhando uma tendência meio batida, o filme traz trechos em preto e branco simulando algo mais realista em torno do discurso proferido pelo personagem na ONU e fica mais nas questões ligadas à disciplina necessária a um processo revolucionário e de leve mostra o fortalecimento dos revolucionários após acordos e unificações com as demais forças políticas que enfrentavam a ditadura Batista. O filme ainda tem uma espécie de entrevista que deixa claro a intenção de mostrar o discurso do personagem, mas com isto sacrifica bastante o aspecto cinematográfico. Fica do filme a louvável disposição de enfrentar o "cinemão", mas é preciso pensar mais em qualidade.quarta-feira, 22 de julho de 2009
FILHAS DO VENTO
Há mais ou menos cinco anos, o longa-metragem “Filhas do Vento” de Joel Zito Araujo, arrebatava seis “kikitos” no Festival de Gramado, em meio a uma polêmica, na qual os premiados (melhor diretor- Joel Zito Araujo, melhor ator- Milton Gonçalves, melhores atrizes -Lea Garcia e Ruth de Souza, melhores atrizes coadjuvantes- Thalma de Freitas e Thais Araujo e melhor ator coadjuvante- Rocco Pitanga) devolveram seus prêmios em resposta a declarações do presidente do Júri, crítico de cinema Rubens Ewald Filho, que em resumo, parecia indicar que a premiação fora uma concessão política.
Mal entendidos e nomes à parte, o presidente do Júri cometeu pelo menos uma leitura crítica errada do filme, deixando de enxergar o que as filhas e filhos do vento não se cansam de tentar fazer, com alegrias e tristezas, com decepções e conquistas, com idas e vindas, no filme, que é mexer no estabelecido, tirar as pessoas de seus lugares, em resumo: um filme do movimento, sem dúvida! Quando “Dom Corleone-Zé das Bicicletas-Milton Gonçalves” morre no jardim da casa, abre um novo ciclo, onde até a volta se incorpora ao movimento, sem que a reconciliação signifique abdicar, e abre-se a perspectiva de novos rumos.
Neste sentido, aceitar o lugar, a concessão, significaria mesmo abrir mão do movimento, desta força do vento que impele andar e sair da redoma onde querem sempre nos manter, ainda que prá nos proteger ou supostamente valorizar. Reconhecer o movimento ainda quando tudo parece parado (e não está!) e ainda quando dele não tenhamos controle algum (Ivã a roda-viva!) é talvez a maior tarefa de uma crítica mais ampla, que ultrapasse a aparência e destaque o sentimento da interpretação de tão bons atores.
O Festival de Gramado como um todo, deve se deixar levar pelo vento, e ter o orgulho de ser por já algum tempo, parte deste movimento de um rico cinema, cuja qualidade emerge de sua cada vez maior amplitude e diversidade, ocupando cada vez mais lugares, indo e vindo.
FILHAS DO VENTO

Há mais ou menos cinco anos, o longa-metragem “Filhas do Vento” de Joel Zito Araujo, arrebatava seis “kikitos” no Festival de Gramado, em meio a uma polêmica, na qual os premiados (melhor diretor- Joel Zito Araujo, melhor ator- Milton Gonçalves, melhores atrizes -Lea Garcia e Ruth de Souza, melhores atrizes coadjuvantes- Thalma de Freitas e Thais Araujo e melhor ator coadjuvante- Rocco Pitanga) devolveram seus prêmios em resposta a declarações do presidente do Júri, crítico de cinema Rubens Ewald Filho, que em resumo, parecia indicar que a premiação fora uma concessão política.
Mal entendidos e nomes à parte, o presidente do Júri cometeu pelo menos uma leitura crítica errada do filme, deixando de enxergar o que as filhas e filhos do vento não se cansam de tentar fazer, com alegrias e tristezas, com decepções e conquistas, com idas e vindas, no filme, que é mexer no estabelecido, tirar as pessoas de seus lugares, em resumo: um filme do movimento, sem dúvida! Quando “Dom Corleone-Zé das Bicicletas-Milton Gonçalves” morre no jardim da casa, abre um novo ciclo, onde até a volta se incorpora ao movimento, sem que a reconciliação signifique abdicar, e abre-se a perspectiva de novos rumos.
Neste sentido, aceitar o lugar, a concessão, significaria mesmo abrir mão do movimento, desta força do vento que impele andar e sair da redoma onde querem sempre nos manter, ainda que prá nos proteger ou supostamente valorizar. Reconhecer o movimento ainda quando tudo parece parado (e não está!) e ainda quando dele não tenhamos controle algum (Viva a roda-viva!) é talvez a maior tarefa de uma crítica mais ampla, que ultrapasse a aparência e destaque o sentimento da interpretação de tão bons atores.
O Festival de Gramado como um todo, deve se deixar levar pelo vento, e ter o orgulho de ser por já algum tempo, parte deste movimento de um rico cinema, cuja qualidade emerge de sua cada vez maior amplitude e diversidade, ocupando cada vez mais lugares, indo e vindo. O filme é sensacional pelo desempenho de seus atores a atrizes, muitos e maravilhosos !
quarta-feira, 15 de julho de 2009
FROST-NIXON
Este não é o primeiro filme que assisti sobre Nixon ! Tem um outro do Robert Altman que é muito bom ! Mas este também é soberbo ! Não é um filme sobre Watergate, e nem precisa ser muito conhecedor da história dos EUA e nem de política. É claro que é bom saber de tudo, mas trata-se de um filme carregado de aspoectos subjetivos e sociais, cujo trabalho dos atores, em especial do Frank Langela, diz quase tudo. Um ator que sempre me impressiona muito é o Kevin Bacon, que aqui faz um assessor tipo militar do Nixon, sempre com a mesma correção e profssionalismo que faz tipos desviantes e quase todo tipo de papel sofrido. O filme tem humor (tem uma piada sobre espiões cubanos que quase me matou de rir) e muita filosofia. Vale dar uma olhada, sem susto !FROST-NIXON
Este não é o primeiro filme que assisti sobre Nixon ! Tem um outro do Robert Altman que é muito bom ! Mas este também é soberbo ! Não é um filme sobre Watergate, e nem precisa ser muito conhecedor da história dos EUA e nem de política. É claro que é bom saber de tudo, mas trata-se de um filme carregado de aspoectos subjetivos e sociais, cujo trabalho dos atores, em especial do Frank Langela, diz quase tudo. Um ator que sempre me impressiona muito é o Kevin Bacon, que aqui faz um assessor tipo militar do Nixon, sempre com a mesma correção e profssionalismo que faz tipos desviantes e quase todo tipo de papel sofrido. O filme tem humor (tem uma piada sobre espiões cubanos que quase me matou de rir) e muita filosofia. Vale dar uma olhada, sem susto !segunda-feira, 13 de julho de 2009
ACROSS THE UNIVERSE
"Across the Universe" (2007) é um filme musical com uma proposta no mínimo interessante- personagens criados a partir de letras dos Beatles, tentam compor um quadro, ou um retrato do que seria o mundo vivido por estes rapazes. A direção é de Julie Taymor que vem de sólida carreira em meio a óperas, mas o filme tem dois pecados graves - um o roteiro, que acentua o lado mais bobo e romântico no mau sentido da palavra e o outro os atores(?) que não passam credibilidade aos personagens, transformando o mundo dos "beatles" em algo próximo a um civil de nerds modernos, o que achamos não corresponder totalmente à realidade. Não deixa de ser uma experiência interessante, mas o filme carece de um pouco mais de história. Talvez se o roteiro fosse melhor, não teria tanta importância as deficiências de interpretação daEvan Rachel Wood e do Jim Sturgess.
sábado, 11 de julho de 2009
DREAMGIRLS
Recentemente assisti a " Cadillac Records" e animado por uma polêmica com meu filho, assisti a este "musical" que ainda não havia visto e ouvido. Para ele, este filme musical é melhor que o outro, mas eu ainda tenho minhas dúvidas. São dois bons filmes, " Cadillac Records" é mais preocupado com a fidelidade histórica, e trata mais de Blues e Rock, enquanto " Dreamgirls" (2006) é um musical, dirigido por Bill Condom ( que havia sido roteirista de Chicago) e estrelado pela Beyoncé, Jammie Fox , Eddie Murphy e o sempre excelente Danny Glover. O filme é mais romanceado e trata é óbvio da Diana Ross, e da gravadora Motown, com direito a Jackson Five e tudo mais. O filme trata bem da pasteurização da Soul Music e do R & Blues e tem duas cenas fabulosas, uma com o Eddie Murphy ( o Show em Miami ) e outra , uma fantástica apresentação musical da Jenniffer Hudson ( descoberta pelo programa Ídolos) quando é abandonada pelo pesonagem do Jammie Foxxn ( não foi à toa que ela ganhou o oscar de atriz coadjuvante pelo desempenho). Na dúvida assista aos dois e tire suas próprias conclusões.